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domingo, 30 de agosto de 2009

Uma poesia para remeter-nos ao tema de nosso culto de setembro

Neste mês de setembro o tema do nosso culto de mocidade será o Arrebatamento. Momento mais que oportuno para eu postar esta poesia. Espero que os seus versos falem ao nossos corações íntima e profundamente. Senhor, arrebata-nos!

Vinda

Meus lábios pedem:
"Passa tempo, passa!"
Mas, se a vida já é tão fugaz,
por que apressá-la mais ainda?

Tal desejo é um sinal de tolice.
Porém, se respiro um instante de desprazer,
não será o movimento natural do meu ser
desejar que ele logo passe?

Não sei o que é sofrer,
mas certamente nenhuma dor é insurpotável,
pois nada nem ninguém nesta esfera,
que chamamos lar, dura tanto assim.

Mas estas aflições mundanas
não são para se comparar com a glória
que preparada está para mim,
a glória que não cessará.

Porém, se a cada segundo que se consome
estou cada vez menos vivo,
por que não querer que cada momento
se torne uma eternidade sem fim?

Talvez eu nem prove o sabor da morte.
Mas, se estou mais próximo da morte
do que há uma estrofe atrás,
há ainda algum consolo?

Para quem está na graça há sim!
Esquecer este corpo decrépito
e revestir-se da glória
que não há nada que a corrompa.

Mas, então, por que não me apressar?
Se a terra, as nuvens, as estrelas
ansiosamente esperam e gemem
e com a Noiva e o Espírito clamam?

Se o próprio tempo, feitura do Criador,
apressa-se para que o Rei volte outra vez?
Só resta unir-me a toda a criação:
Ora vem Senhor Jesus!

J. L. Palhano

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