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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO



Ir. Marcio Rodrigues
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A sensação de está abandonado é, algumas vezes, mais forte do que a própria realidade do afastamento de Deus; quando isso acontece, não sobra espaço para a fé, a esperança, para a alegria, para a presença do próprio Deus. Mas se estamos falando de um fato real, o fantasma do abandono deve ser ignorado, expulso, tirado de nossa vida e poderemos, novamente, recobrar as forças e a alegria. Deus ama você, embora esteja em um alto e sublime lugar indevassável para nós na condição de carne e sangue, e Ele vem até você e o acolhe nos braços como um pai que acalenta o seu filhinho.
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Mesmo que você esteja em pecado, que tenha se desviado de seus caminhos, tais coisas são encaradas por Ele como estivesse tratando com crianças, o que realmente somos, e está disposto a perdoar, esquecer, aplicar um corretivo para que não venhamos a errar de novo. Deus, porém, jamais nos abandona.
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"Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria que não se compadeça dele, do filho seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim. " Is. 49:15-16
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"Lembra-te destas coisas, ó Jacó, ó Israel, porquanto és meu servo; eu te formei, meu servo és, ó Israel: não me esquecerei de ti." Is 44:21
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Essa ideia de que Deus não está mais conosco é algo que faz desmoronar a estrutura de qualquer pessoa, mesmo os que não estão conscientes disso, anseiam por Deus permanentemente, e muitas vezes este anseio não é saciado, porque um sentimento de rejeição toma conta de nosso ser, impedindo assim que Deus preencha essa lacuna em nós causada pela "Falta de Deus".
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Mas Deus não te esqueceu, nem te rejeitou, Ele te ama tanto que não quer que você viva nessa vida pecado. Deus está te esperando para cumprir em ti todos os seus planos e projetos, e está pronto para te perdoar. Independente do que os homens digam, nunca esqueça: VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO!
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Que Deus abençoe a todos!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SUPORTANDO AS DÚVIDAS


J. L. Palhano

Sentei-me para escrever este texto. Não sei bem o que sairá de minhas mãos; sei que tenho um título e palavras que precisam ser ditas. Que Deus me ajude!, pois não é fácil falar de assuntos difíceis (isso parece óbvio!), mas tais assuntos não podem permanecer nos silêncios de minhas ideias.

Quem nunca duvidou que atire a primeira pedra!, esse é o meu desafio inicial. Duvidar faz parte da natureza humana. Foi no terreno da dúvida que a serpente induziu Eva (a mãe da humanidade) a comer do fruto. Então será que desse fato eu apreendo que duvidar é humano e, além disso, arriscado? Herdamos do primeiro casal o pecado e também a dúvida. Cada dúvida é um risco que se apresenta em nossa mente. Mas não há como conter a fonte das dúvidas! Elas vêm espontaneamente, sutilmente, rastejam em nossas cabeças como se fossem cobras.

As dúvidas nunca são de origem demoníaca, mas podem ser inspiradas pelos demônios. Eles não sabem o que se passa em nossas mentes; podem apenas nos envenenar, assim como a serpente envenenou Eva. Toda e qualquer dúvida que nos ocorre a mente já estava em nós; em estado de latência, como uma semente esperando o momento oportuno de desabrochar.

Não tratarei aqui de "métodos de combate às dúvidas", não. Mas espero ajudar a mim (primeiramente) e a quem está lendo estas linhas a não se deixar dominar pelas dúvidas. Duvidar não é pecado; pecado é deixar-se levar pelas ondas do mar da incerteza. Quanto mais fundo se mergulha nessas águas, mais difícil é vir à tona. Espero ser útil de alguma forma, fazendo conhecido algum tipo de boia que funcione tanto nesse mar como na terra da certeza; que funcione para prevenir-nos de qualquer afogamento.

Alguém pode está perguntando: E Deus, seu escritor, onde ele está nesta história? Não pensem que deixarei Deus de lado. Não pretendendo de maneira alguma fazer isso. No momento adequado tudo estará no seu devido lugar. Mas preciso prosseguir em minha linha de raciocínio.

Gostaria de perguntar o seguinte: Você está disposto a fazer qualquer coisa para não perder a felicidade eterna? Se a resposta for "não" desista agora desta leitura. Se "sim", junte-se a mim e prossigamos até o findar das linhas. Minhas ideias serão simples. A simplicidade das pombas é necessária aqui.

Se queres absorver todo o conhecimento que há, desista. Primeiro, porque o conhecimento que o homem produz não é infinito, mas a cada dia, a cada hora, a cada minuto, a cada segundo novas informações são produzidas, e não há como a mente humana captar todo o conhecimento adquirido pela raça humana ao longo da história, ainda mais acrescentando o que ainda virá. Não é conhecimento infinito (repito), mas é mais que qualquer um possa suportar; a não ser que tivéssemos o poder de obter mais memória a cada segundo para nossas cabeças ou, então, se fossemos deuses.

Segundo, porque há o conhecimento divino. Deus é infinito, então, logicamente, seu conhecimento também é sem fim. É mais absurdo ainda querer saber tudo o que Deus sabe! Como uma mente finita poder conter uma que seja infinita? Não há como. Para ficar mais claro: é impossível! É como querer que todas as águas dos oceanos caibam no balde que você usar para lavar suas trouxas. Em milésimos de segundos (se não em menos tempo) o balde se romperia. É uma comparação falha, já que os oceanos têm os seus limites. Mas não deixa de exemplificar minha ideia.


Quer perder a "cabeça" assim tão rapidamente? Acho que não... Então abra mão disso; desista. Não vale a pena sacrificar a felicidade eterna por isso nem por outra coisa valerá!

De onde vem essa história de saber o que Deus sabe? Pois somente assim teríamos respostas para todos os questionamentos. Creio que há resposta para toda e qualquer dúvida e que ela habita na mente de Deus. Pense em sua dúvida mais tenebrosa; Deus sabe a resposta. Não é à-toa que devemos deixar tudo aquilo que nos aflige aos pés da cruz. As dúvidas são fardos, e Deus não quer que as carregamos por muito tempo. Seu desejo é dar-nos seu fardo leve. Mas nesse processo devemos fazer nossa parte, e é sobre isso que estou escrevendo aqui.

Espero, leitor, que não se tenha perdido em minhas digressões. Mas elas são necessárias. Talvez eu nem tenha cometido desvios (ainda!). Retomando: há um fato que não posso negar: a Bíblia, se lida sem a iluminação espiritual correta, é o livro ideal para se enveredar no ateísmo. Parece contraditório, mas faz todo o sentido. Só há duas consequências cabíveis à leitura da Palavra: ou acreditar cada vez mais em Deus ou acreditar cada vez menos nele, ao ponto de negar sua existência veementemente.

Sem a direção divina facilmente as dúvidas virão e as "contradições" saltaram aos nossos olhos. O ateísmo baterá na porta. Não quero dizer que com a direção divina as dúvidas não aparecerão. Na leitura há a ação divina, mas, primeiro, há a ação humana. É no homem que dormem as sementes das dúvidas. Mas que diferença faz ler a Bíblia com ou sem a ajuda do Espírito Santo?

Sem ele a leitura se torna uma eterna procura de fios de cabelos em ovos. Tornar-se mais fácil afogar-se. Se cremos que Deus não é Deus de dúvidas, mas, sim, Deus das certezas e respostas, Deus da Verdade (que seja o homem mentiroso e Deus sempre verdadeiro!), por que turbar-se ante aos trechos de aparente "contradição"? Não direi que a Bíblia é de fácil compreensão, mas é por isso que o Espírito é imprescindível nessa empreitada. Sem ele a compreensão é difícil, por isso as dúvidas e "contradições" nos pegam de surpresa. Precisamos sair do pedestal da nossa presunção intelectual e reconhecer que sem Deus não conseguimos. Lendo sem o Espírito, no máximo, seremos mais inteligentes, mas nunca sábios! Pois a sabedoria só vem do alto. Há aqui outro meio de exercitarmos nossa humildade. Com o Espírito há consolo, paz, gozo e palavras de vida eterna.

Não refutarei "contradições" nem responderei dúvidas neste texto. Mas de tudo que foi dito até aqui guarda ao menos isto: suporte todas as suas dúvidas em Cristo. Digo isso para o seu bem espiritual, para que as dúvidas não traguem sua felicidade eterna. Tenho minhas dúvidas em relação a alguns trechos da Bíblia, mas tenho aprendido a suportá-las. Muitas delas Deus já as dissipou.

Talvez nunca teremos respostas para certas "contradições". Nunca mesmo. Cheguei a um ponto não de conformismo mental, mas de mente submissa a Deus. Se em sua Palavra está escrito que as coisas ocultas são para ele, quem sou eu para querer sabê-las! Devemos submissão a Deus até nos pensamentos. Ainda se lembra da comparação do balde? Pois é... para suportar as águas do conhecimento infinito e livrar-se das dúvidas, nesta vida, teríamos que ser Deus.

E na outra vida? Será que Deus nos solucionará as dúvidas? Creio que não. Seremos transformados; não nos tornaremos deuses. Não absorveremos a mente infinita de Deus. Há coisas que só Deus sabe e só ele pode saber: mistérios, coisas ocultas. No dia em que soubermos tudo a respeito de Deus e as coisas divinas, ele deixará de ser o que é. Simplesmente impossível dos impossíveis! Suporte as dúvidas e abra mão da curiosidade. Será que na glória nos lembraremos de questionar Deus? Creio que não, também. Creio que ficaremos satisfeitos com os mistérios que forem revelados no Céu, mas sempre haverá coisas ocultas. O oleiro não deve explicações ao barro. Deus não tem que nos contar os detalhes... É fato: o que Deus quer que saibamos essencialmente está na sua Palavra; isso nos basta para vivermos neste mundo.

Se suas dúvidas não vêm diretamente da leitura da Bíblia, mas de outras leituras, só tenho um conselho: arranque seu cérebro. É melhor entrar na vida descerebrado do que perder-se com cérebro e tudo. Deixe tais livros de lado; pois como disse o Sábio sua feitura não tem limites. Não dê ouvidos ao silvo da serpente: Sereis como Deus, sabendo o bem e o mal; basta apenas uma mordida no fruto. Será que o exemplo de Eva não é o bastante?

domingo, 23 de agosto de 2009

Namoro [2]




O namoro em Cristo é uma benção para um jovem Cristão. A troca de experiências e o compartilhamento da fé são super saudáveis e indispensáveis. Pode haver nesse relacionamento um crescimento espiritual de ambos, se assim quiserem e buscarem. Mas o casal deve ter cuidado para que a benção não se transforme em desgraça.

Como falei na postagem anterior, o nosso relacionamento fundamental é com Deus e nada e ninguém deve atrapalhar sua comunhão com Ele. Deve-se perceber uma maturidade física e espiritual. O casal deve está sempre em oração. Deus em primeiro lugar, o corpo (físico) sob controle assim como vontades e emoções. Devemos ter moderação nas carícias, pois através delas outras vontades podem surgir.

Deixo essa passagem para reflexão:

“Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus”.
1Tessalonicenses 4: 3-5

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Namoro (parte 1)

Nova criatura: Namoro [1]

(foto: vineyardpira.blogspot.com)

Esse tema é um dos mais polêmicos dentro da temática evangélica. Vamos abordá-lo em duas postagens: inicialmente sobre o relacionamento entre cristão e não cristão; depois sobre o namoro entre evangélicos.
Primeiramente o relacionamento que devemos priorizar é com Deus. Buscar comunhão com Ele é primordial. Se você não estiver em comunhão talvez não será abençoado no seu relacionamento. Para iniciar uma relação devemos estar bem espiritualmente e certo das atitudes e pecados que corremos o risco de cometer. Esteja firme na fé para que nada e ninguém possam abalar o seu relacionamento prioritário, que deve ser com Deus.

Para começar vamos a uma unanimidade: namoro entre evangélicos é super-saudável. Dois jovens comprometidos com Deus têm tudo para desenvolver um bom relacionamento. Afinal os mesmos buscam a Deus, são conscientes dos pecados que podem cometer, não tem malícia e freqüentam os mesmos lugares. Não há o que discutir.

O maior ponto de divergências é o relacionamento entre um evangélico com um não-evangélico. Veja o que diz 2 Coríntios 6: 14-18:

“Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? Que harmonia entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente? Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: "Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" Portanto, "saiam do meio deles e separem-se", diz o Senhor. "Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei" "e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas", diz o Senhor todo-poderoso.”

O texto é bem claro, Deus nos dá a orientação de não nos relacionar-mos com descrentes. Eles têm malícia, não buscam a Deus tal como nós, não se arrependem dos pecados. Relacionamento com descrentes não é benção, não vai frutificar, não vai lhe trazer benefícios perante Deus, talvez até desestabilize sua relação com Ele.

Algumas pessoas crêem que podem evangelizar através de namoro. Eu não posso dizer que algumas pessoas realmente não consigam fazer isso. Mas aconselho que não façam, o texto nos diz para que não nos ponhamos em julgo desigual com descrentes. Existem “1001 maneiras” de evangelizar muito melhores que através desse recurso.
(foto: cemporum.wordpress.com)

Cuidado com as ciladas do inimigo, elas virão de uma maneira “linda” para você. Busquem e fiquem com Deus.

domingo, 9 de agosto de 2009

Seis dicas para jovens cristãos


Quando em dúvida acerca de algo, dirija-se ao seu quarto e dobre seus joelhos


1. Jamais despreze a oração diária. E, quando orar, lembre-se de que Deus está presente ali, ouvindo suas orações (Hebreus 11.6);


2. Jamais menospreze a leitura diária das Escrituras. E, quando ler, lembre- se de que Deus está falando a você; portanto, precisa crer e agir de acordo com o que Ele diz. Acredito que toda apostasia começa em se negligenciar estas duas regras (João 5.39);


3. Jamais passe um dia sem fazer algo para Jesus. Todas as noites, medite sobre aquilo que Ele fez por você e pergunte a si mesmo: “O que estou fazendo por Ele?” (Mateus 5.13-16);


4. Se você está em dúvida acerca de algo ser correto ou errado, dirija-se ao seu quarto, dobre seus joelhos e peça a bênção de Deus sobre aquilo (Colossenses 3.17). Se você não puder fazê-lo, aquilo é algo errado (Romanos 16.23);


5. Jamais copie seu cristianismo de outros cristãos ou argumente que tal pessoa faz isto ou aquilo e, por conseguinte, você também pode fazê-lo (2 Coríntios 10.12). Pergunte a si mesmo: “Como o Senhor Jesus agiria em meu lugar?” e esforce-se para seguí-Lo (João 10.27);


6. Jamais creia naquilo que você sente, se isto contradiz a Palavra de Deus. Pergunte a si mesmo: “O que eu sinto é verdadeiro, sendo confirmado pela Palavra de Deus?” Se ambos não podem ser verdadeiros, creia em Deus e acredite que seu coração está mentindo (Romanos 3.4; 1 João 5.10-11).